Plataforma Zika - Plataforma de vigilância de longo prazo para Zika e suas consequências

A “Plataforma Zika- Plataforma de vigilância de longo prazo para a Zika e suas consequências” visa o aprimoramento do conhecimento científico sobre a doença e apoio na adoção de medidas de saúde pública mais adequadas para o enfrentamento da tríplice epidemia ocasionada pelos vírus Zika, Dengue e Chikungunya. Está estruturada em cinco eixos centrais que desenvolverão soluções integradas relacionadas a estudos epidemiológicos; prospecção de pesquisas; desenvolvimento de redes de colaboração entre a sociedade, instituições científicas e tecnológicas; procedimentos de segurança, privacidade e curadoria dos dados; e preceitos de ciência e dados abertos. A iniciativa contará com uma Coorte de Nascimentos para acompanhar o registro de crianças nascidas no Brasil por um período de 30 anos. Serão analisados dados de morbidade e mortalidade, sociais, e de serviços, visando o aprimoramento do conhecimento científico sobre as consequências do Vírus Zika e apoio na adoção de medidas mais adequadas para o enfrentamento da tríplice epidemia.

Contextualização:

Em fevereiro de 2015, os primeiros casos de Zika foram detectados no Brasil e, meses depois, foi comprovada a associação da infecção pelo vírus com o crescimento do número de bebês nascidos com anomalias congênitas, especialmente na região Nordeste. A comunidade científica foi mobilizada, revelando um vírus singular: não só transmitido por vetor (Aedes aegypti), mas também pelas relações sexuais, transfusão sanguínea e gestação. Além disso, a infecção possui manifestações clínicas que variam de assintomáticas até problemas neurológicos, como a Síndrome de Guillain-Barré, e, em casos graves, o óbito. Diante desse cenário e do desconhecimento sobre a doença, foi estruturada a “Plataforma Zika - Plataforma de vigilância de longo prazo para a Zika e suas consequências”, coordenada pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/IGM/Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde (por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde – SVS).

Colaboram com a plataforma mais de 40 pesquisadores oriundos da Fiocruz (Rio de Janeiro/Brasília/Bahia), Universidade Federal da Bahia, Universidade de Brasília e London School of Hygiene & Tropical Medicine.